Reese (Jonathan Rhys Meyers) é um jovem agente do governo norte-americano, cheio de vontade de brilhar além das sombras da sua profissão se torna realidade quando ele está lado a lado com seu novo parceiro no crime – Wax (John Travolta). Como os dois estão em Paris em uma missão antiterrorista de paz, o nosso jovem agente descobre que a pior arma é a que mais amamos.
O primeiro destaque que deve ser feito, é em relação à horrível “tradução” escolhida para o nome do longa. “Dupla Implacável” não é um chamariz para qualquer tipo de público, o nome original “From Paris With Love”, tem exatamente o tom que o filme segue em diversos momentos, com sarcasmo e brilhantismo. É triste como fazem isso com tamanha freqüência, e nunca tomam jeito.
Mas vamos ao que interessa. Estava ansioso para ver Jonh Travolta neste papel, o trailer deixou uma expectativa em torno deste personagem em especial, semelhante a de “Sequestro do Metro 1 2 3” no qual acabei saindo decepcionado do cinema. Neste novo filme porém, vemos que Travolta pode ter maus momentos, mas não nos deixa esquecer que ele têm um legado com esta arte, o cinema – principalmente de ação – como conhecemos deve muito a este brilhante ator. Seu personagem, Charlie Wax, é um estilo bad boy viciado em adrenalina, o típico agente que primeiro atira para depois perguntar, a diferença é que ele é totalmente seguro de si, seus erros de deduções ou sacadas de pistas são praticamente nulos. Jonh volta a interpretar no estilo de “Pulp Fiction”, com um personagem rebelde e esperto.
Jonathan Rhys Meyers tem seus momentos no longa, mas não exibe uma atuação brilhante, digamos que ele faz seu feijão com arroz bem feito, porém sem destaque. Esteve melhor em outros filmes como “Missão Impossível 3” e “O Som do Coração”. Talvez a culpa maior seja a dificuldade de interpretar um homem que almeja uma posição de destaque como agente secreto, porém acaba sendo muito sistemático para as situações que precisa confrontar, em certos momentos acaba baixando a “velocidade” alucinada do filme. E isso certamente abacá comprometendo sua participação.
O diretor francês, Pierre Morel, mostra que realmente aprecia o cinema com muita ação, usa e abusa, com muita competência das explosões e das armas descarregadas a força, super batidas de carros, enfim ele não deixa qualquer possibilidade do espectador ter um momento de tédio durante seus filmes. Assim como já havia feito em “Busca Implacável” com Liam Neeson, em 2008, e no primeiro filme da franquia “Carga Explosiva” com Jason Staham.
Realmente gostei deste trabalho, a tempos não via um filme de ação bem feitinho assim, não têm um roteiro complexo, nem nada de muito espetacular, mas talvez muitos estúdios pensem tanto em criar coisas novas super fantásticas(não que isso seja ruim, apenas não se pode ter este ponto como total prioridade), que acabem esquecendo de como fazer apenas ótimos filmes com ótimas atuações e enredo simples.
Nota Geral: 8.0
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Trailer:







Bacana, fiquei afim de ver o filme.
demoram sempre pra postar coisas novas assim ?